O número de pessoas internadas por infarto do miocárdio no Brasil mais que dobrou nos últimos 15 anos, segundo um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia. Entre 2008 e 2022, a média mensal de internações de homens subiu de 5.282 para 13.645, aumento de 158%. O crescimento foi proporcional entre as mulheres. O estudo também identificou o inverno como a estação de maior risco, com 27% mais casos em 2022 em comparação ao verão.
O infarto, conhecido como ataque cardíaco, acontece quando o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é interrompido, levando à morte das células do órgão. O bloqueio normalmente ocorre por um coágulo em uma artéria coronária, mas os sintomas nem sempre são claros. Especialistas apontam sinais de alerta que vão além do aperto no peito: fadiga inexplicável, dores nas costas, braços e peito, falta de ar, insônia, vertigens ou desmaios. Azia, desconforto na garganta e pescoço e suor sem motivo aparente também podem indicar o problema.
Doenças cardiovasculares permanecem como principal causa de morte no país, com cerca de 400 mil óbitos registrados em 2022, de acordo com o Ministério da Saúde. Profissionais da área reforçam que medidas simples, como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e acompanhamento médico, são essenciais para reduzir os riscos de infarto.
Por: Notícias ao Minuto Brasil