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STF apura suspeita de gravação clandestina em reunião sobre o caso Master

Foto: Antônio Augusto/STF

A divulgação de trechos de uma reunião reservada entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou surpresa entre integrantes da Corte e levantou a suspeita de que o encontro possa ter sido gravado sem autorização. Os diálogos foram publicados pelo Poder360.

O encontro, com duração superior a três horas, foi convocado pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, para analisar o relatório da Polícia Federal relacionado às investigações do caso Master envolvendo o ministro Dias Toffoli, que posteriormente deixou a relatoria do processo.

Durante a reunião, surgiram divergências sobre o tratamento do documento policial. Parte dos magistrados avaliou que o relatório não possuía validade jurídica e deveria ter sido rejeitado de imediato. Outro grupo defendeu que o tema fosse submetido ao plenário para deliberação coletiva.

Segundo o material divulgado, o ministro Luiz Fux declarou que Toffoli possui “fé pública” e afirmou não se opor à permanência do colega na condução do caso. Já André Mendonça e Cármen Lúcia manifestaram confiança no trabalho do ministro, mas ressaltaram a necessidade de considerar os impactos institucionais diante do desgaste à imagem do tribunal.

Por outro lado, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques fizeram críticas à atuação da Polícia Federal no caso, conforme os trechos publicados.

A origem do vazamento não foi informada, e a hipótese de gravação clandestina passou a circular internamente entre ministros após a exposição do conteúdo da reunião.

Por: CNN Brasil

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