Além de vereadora, Marielle Franco era socióloga e mestre em Administração Pública. Seu assassinato teria sido motivado por disputas relacionadas à atuação de milícias e a interesses fundiários no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução.

Da redação com reportagem de Lucas Queiroz

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu, nesta quarta-feira (24), a condenação dos cinco réus apontados como mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018.

Marielle Franco e Anderson Gomes. Foto: Reprodução e Agência O Globo.

O representante e vice-procurador-geral da república, Hindemburgo Chateaubriand, solicitou a procedência integral da ação penal e a fixação de indenização por danos morais às famílias das vítimas.

Vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. Foto: Antonio Augusto/MPF.

Respondem por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa e o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves. Já o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, chamado de “Peixe”, é réu por organização criminosa ao lado dos irmãos Brazão.

Chiquinho Brazão, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa, acusados de mandar matar Marielle Franco / Foto: Reprodução

O processo tramita no Supremo em razão do foro por prerrogativa de função de Chiquinho Brazão à época da investigação, quando exercia mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Marielle e Anderson foram mortos na noite  do dia de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. A vereadora retornava para casa, na Tijuca, após participar de um encontro com mulheres negras na Lapa. Fernanda Chaves, que estava no veículo, sobreviveu ao atentado.