
Redação Capixaba Hoje | Lucas Queiroz
A deputada federal Erika Hilton protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo a investigação do apresentador Ratinho e da emissora SBT por declarações consideradas transfóbicas feitas durante um programa ao vivo exibido na quarta-feira (11)
No documento, a parlamentar solicita a abertura de inquérito civil, ação civil pública e indenização de R$ 10 milhões. A representação argumenta que o apresentador questionou a legitimidade da eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e negou sua identidade de gênero durante o programa.
Entre as declarações citadas na representação, Ratinho afirmou que a comissão deveria ser presidida por “uma mulher” e disse que, para ele, “mulher para ser mulher tem que ser mulher”, além de questionar se a parlamentar seria “deputada ou deputado”.
Segundo o documento apresentado por Hilton, as falas configurariam ataque direcionado à parlamentar e à população trans, caracterizando prática de discriminação.
A deputada também apresentou uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). O pedido foi encaminhado ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância para que o apresentador seja investigado por transfobia, violência política de gênero e injúria transfóbica.
A representação solicita ainda que Ratinho seja responsabilizado por induzir ou incitar discriminação e preconceito contra pessoas trans e travestis.
Em nota, o SBT afirmou que repudia discriminação e preconceito e declarou que as falas do apresentador não representam a posição da emissora. A empresa informou que o caso está sendo analisado internamente.