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Classe média entra no radar do Minha Casa, Minha Vida

Programa passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil e inclui imóveis de padrão médio. Foto: Pixabay.

Famílias com renda de até R$ 13 mil passam a ser incluídas no Minha Casa, Minha Vida com a atualização dos limites de financiamento e valores dos imóveis, que seguem válidos até o fim de abril de 2026.

A mudança amplia o alcance do programa para cerca de 6,4 milhões de famílias, segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, ao incorporar a classe média que enfrenta dificuldades de acesso ao crédito diante das taxas elevadas no mercado tradicional.

Com os novos tetos, o programa passa a contemplar desde unidades compactas nas faixas de menor renda até imóveis com dois ou três quartos nas categorias superiores, refletindo a atualização dos preços diante da inflação e do aumento dos custos da construção civil.

Dados do indicador Abrainc-Fipe mostram que os lançamentos vinculados ao programa cresceram 38% em 2025, acima da média do setor imobiliário, que avançou 31% no mesmo período, o que reforça o peso do programa na dinâmica do mercado.

Na São Paulo, programas complementares ampliaram o acesso à moradia, com 93 mil unidades vendidas em 2025, número 79% superior ao registrado no ano anterior, indicando impacto direto das políticas habitacionais combinadas.

Com a expansão das regras, incorporadoras passaram a direcionar novos empreendimentos para imóveis entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, ampliando a oferta dentro do programa e estimulando o setor, que projeta a criação de 123 mil empregos em 2026.

Informações: Notícias ao Minuto Brasil

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