A rotina de visitas no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim passou a contar com um espaço voltado ao público infantil após a instalação de brinquedos e equipamentos recreativos destinados às crianças que acompanham familiares durante os encontros com mulheres privadas de liberdade.

Inaugurado nesta segunda-feira, 15 de junho, o ambiente recebeu escorregadores, tapetes recreativos e outros brinquedos adquiridos com recursos do Fundo Rotativo do Sistema Penitenciário, que destinou R$ 149 mil para a implantação da estrutura na unidade.

A iniciativa faz parte do projeto Maternar e Brincar, desenvolvido para criar espaços de convivência voltados às visitas sociais em unidades femininas do sistema prisional capixaba, com a proposta de oferecer um ambiente específico para crianças durante o período de permanência no local.

Segundo a direção da unidade, cerca de 50 visitantes passam semanalmente pelo presídio, incluindo crianças que acompanham parentes nas visitas, cenário que motivou a criação de uma área destinada às atividades recreativas e à convivência familiar.

O projeto teve origem no Centro Prisional Feminino de Cariacica, onde foi implementado dentro de ações relacionadas à primeira infância e posteriormente incorporado às políticas da Secretaria da Justiça para expansão em outras unidades femininas do Estado.

Além de Cachoeiro de Itapemirim, a estrutura também será instalada no Centro Prisional Feminino de Colatina e na ala feminina da Penitenciária Regional de São Mateus, conforme cronograma definido pela Secretaria da Justiça.

Trabalho de presas financia melhorias no sistema

Os recursos utilizados para a implantação do espaço são provenientes do Fundo Rotativo do Sistema Penitenciário, abastecido por parte da remuneração recebida pelas pessoas privadas de liberdade que exercem atividades laborais dentro do sistema prisional.

Pelas regras do fundo, o valor pago ao preso é dividido entre o próprio trabalhador, uma conta de pecúlio, familiares indicados e o fundo utilizado para investimentos em melhorias estruturais, aquisição de equipamentos e desenvolvimento de projetos nas unidades prisionais.

Segundo Nelson Merçon, o modelo permite que parte dos recursos gerados pelo trabalho realizado dentro das unidades seja reinvestida em manutenção, equipamentos e ações voltadas à assistência, segurança e ressocialização no sistema penitenciário.

Informações: Ascom | Gov-ES