Nove dias após os terremotos gêmeos que devastaram regiões na Venezuela, o regime do país informou nesta sexta-feira (3) que o número de mortes confirmadas em decorrência dos sismos aumentou para 2.645. Ainda segundo as autoridades, mais de 12 mil pessoas ficaram feridas, e outras milhares estão desalojadas.
Parte dos venezuelanos critica a resposta do regime, considerada lenta e insuficiente. Delcy, por sua vez, vem defendendo a atuação das autoridades e afirma que as operações de busca e resgate continuam em andamento. Ela rebateu críticas à resposta à catástrofe e acusou, sem apresentar provas, “laboratórios midiáticos” de tentar dificultar o trabalho das equipes de emergência.
Mais de uma semana após os terremotos, ainda há esperança pelo resgate de sobreviventes. Na quinta-feira (2), Hernán Gil, 43, foi retirado dos escombros por equipes nacionais e internacionais de resgate. Ele era vigilante do prédio comercial e ficou preso nos escombros da guarita na região de La Guaira. Nesta sexta, não houve notícias relacionadas ao resgate de pessoas com vida.
O estado mais afetado é La Guaira, próximo à capital Caracas, onde têm se concentrado os esforços de resgate de sobreviventes e retirada de corpos. Participam das buscas equipes locais e de vários países.
Na segunda (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela disse que o órgão estava comprando 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres, o que indica que o número de mortes deverá crescer.
Diante da dimensão da tragédia, o Programa Mundial de Alimentos da ONU pediu à comunidade internacional US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) para prestar assistência a cerca de 500 mil pessoas pelos próximos três meses.
Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já era severa. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de venezuelanos precisavam de algum tipo de ajuda humanitária.
Por: Folhapress


