O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou na quarta-feira, 20 de agosto de 2025, às 10h, que os brasileiros já pagaram R$ 2,5 trilhões em impostos desde o início do ano. O montante representa um crescimento de 9,31% em relação ao mesmo período de 2024, quando o painel marcava R$ 2,29 trilhões.

O valor inclui impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária recolhidos pelos governos federal, estaduais e municipais. Instalado no Centro Histórico da capital paulista, o painel pode ser acompanhado em tempo real também pelo site do Impostômetro.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP, o resultado é reflexo de uma combinação de fatores. Entre eles estão o aquecimento da atividade econômica e a inflação, já que o sistema tributário brasileiro é baseado principalmente em impostos sobre o consumo, incidindo diretamente nos preços de bens e serviços.

O economista também destacou medidas recentes que impulsionaram a arrecadação, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, mudanças nas regras sobre incentivos fiscais concedidos por Estados, a retomada da cobrança de tributos sobre combustíveis, a taxação das apostas eletrônicas, o imposto sobre encomendas internacionais — popularmente chamado de taxa das “blusinhas” —, além da reoneração gradual da folha de pagamentos.

Outros pontos citados por Ruiz de Gamboa foram o fim dos benefícios do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), o aumento das alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em alguns Estados e o reajuste do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Por: Poder 360