
A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (25) que desativou um conjunto de serviços de computação em nuvem e de inteligência artificial utilizados por uma unidade do Ministério da Defesa de Israel (IMOD). A decisão ocorreu após análise interna da empresa, que encontrou evidências compatíveis com denúncias da imprensa sobre o uso da tecnologia em sistemas de vigilância em Gaza e na Cisjordânia.
Em declaração no blog oficial, o presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou que a companhia havia “cessado e desativado um conjunto de serviços para uma unidade dentro do Ministério da Defesa de Israel”. Ele acrescentou que a empresa não fornece tecnologia “para facilitar a vigilância em massa de civis”, princípio que, segundo ele, é aplicado globalmente.
A medida foi tomada após reportagem do jornal britânico The Guardian e da revista israelense +972, publicada em agosto, revelar que a unidade de inteligência militar 8200 dependia da plataforma Microsoft Azure para armazenar milhões de chamadas telefônicas feitas por palestinos.
Um oficial de segurança israelense declarou que a decisão da Microsoft “não trouxe danos às capacidades operacionais das Forças de Defesa de Israel (IDF)”.
De acordo com Smith, a revisão conduzida pela empresa considerou registros comerciais, demonstrações financeiras e documentos internos, mas não teve acesso ao conteúdo dos materiais armazenados.
Por: CNN Brasil