O salário mínimo nacional, atualmente em R$ 1.518, pode subir para R$ 1.631 em 2026, segundo projeção do governo federal no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, encaminhado ao Congresso Nacional em 29/08/2025. O valor representa alta de 7,45% e considera estimativa de inflação de 4,78% feita pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.

Para os anos seguintes, a previsão é de um piso de R$ 1.725 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.908 em 2029. O reajuste do salário mínimo é definido pela soma da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) nos 12 meses até novembro do ano anterior e da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, limitada a 2,5% devido às regras fiscais.

O novo valor é R$ 1 maior do que a estimativa apresentada no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) em 15/04/2025, que previa o piso em R$ 1.630.

Segundo cálculos do governo, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera impacto de R$ 429,3 milhões ao ano nas despesas públicas e eleva a arrecadação previdenciária em R$ 7,4 milhões, resultando em redução líquida de R$ 422 milhões no resultado fiscal do governo central em 2026.

O piso nacional é referência para aposentadorias, pensões do INSS e para o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Sempre que o salário mínimo é reajustado, esses benefícios também são corrigidos.

A estimativa pode mudar até o fim do ano, a depender da inflação efetivamente registrada pelo IBGE e de eventuais revisões no crescimento do PIB de 2024. O ganho real será de até 2,5%, conforme limite aprovado no pacote de contenção de gastos do governo no fim de 2024.

Por: Capixaba Hoje