Detido por estupro diz à polícia ter matado grávida em Pedro Canário
A declaração gera uma reviravolta no caso, já que o companheiro da vítima havia sido preso em flagrante pelo crime
O homem detido nesta sexta-feira (16) suspeito de invadir uma casa e estuprar a moradora em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, confessou à Polícia Militar ter matado uma mulher grávida no início do mês na mesma cidade. A declaração gera uma reviravolta no caso, já que o companheiro da vítima havia sido preso em flagrante pelo crime.
De acordo com a PM, durante a abordagem após o ataque à residência, o suspeito assumiu também a autoria do assassinato de Laydiane Lacerda da Silva, de 33 anos, grávida assassinada no dia 3 de outubro. O nome dele não foi informado.
"Durante a ocorrência, o suspeito confessou também a autoria do homicídio de uma mulher grávida, ocorrido no dia 3 de outubro", informou a corporação, em nota.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que o suspeito, de 21 anos, foi autuado em flagrante por tentativa de latrocínio e estupro, em concurso material de crimes. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP).
Sobre a possível relação do detido com o homicídio de uma mulher grávida, ocorrido na mesma localidade no dia 3 de outubro, a Polícia Civil informa que a suspeita será apurada no decorrer das investigações, que seguem em andamento na Delegacia de Polícia (DP) de Pedro Canário.
O histórico do crime
Laydiane foi encontrada morta no quarto de casa com perfurações no pescoço. Na ocasião, a PM localizou vestígios de sangue no banheiro do imóvel e em uma calça com um canivete, que seriam do companheiro da vítima, segundo a corporação.
O companheiro de Laydiane contou que havia saído para trabalhar pela manhã e, quando retornou, encontrou a mulher morta. Ele foi levado para a Delegacia Regional de São Mateus e acabou preso, autuado em flagrante por feminicídio.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) para confirmar se o companheiro de Laydiane permanece preso após a confissão de outro suspeito, mas ainda não obteve retorno.
Por: A Gazeta
