
Com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso publicada nesta quarta-feira (15), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm um favorito para sua sucessão: o senador e ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Pacheco é visto como moderado e mantém bom relacionamento com integrantes da Corte, contando ainda com o respaldo de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, que participaram da reunião com o presidente Lula na última terça-feira (14) sobre a sucessão de Barroso.
Apesar do favoritismo de Pacheco, o Planalto defende Jorge Messias, advogado-geral da União, considerado eficiente e elogiado por Lula por sua lealdade. A disputa ocorre em meio a pressões sobre o STF, incluindo suspensões de vistos de ministros nos Estados Unidos durante o julgamento de Bolsonaro e sanções aplicadas a Alexandre de Moraes pela lei Magnitsky, por violações de direitos humanos apontadas pela Casa Branca.
No Brasil, a oposição protocolou nesta quarta o sétimo pedido de impeachment de Flávio Dino e o 41º pedido contra Alexandre de Moraes, com base em novas denúncias relacionadas a registros usados na prisão de um ex-assessor de Bolsonaro na ação da chamada trama golpista.
Recentemente, Moraes revogou a prisão de outro condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023, depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou erro judicial no cumprimento de medidas cautelares. O réu prestava contas em outro juízo de Uberlândia (MG), seguindo orientações da Justiça, e a PGR solicitou a revogação da detenção, acatada pelo ministro.
Da redação