Doença do frango: ES fica fora de embargos após caso de Newcastle, diz associação
Associação afirma que o Estado não exporta carne de frango para os mercados afetados e destaca a necessidade de manter protocolos de biossegurança
As restrições internacionais à carne de aves brasileira após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina não afetam diretamente as exportações do Espírito Santo, que não comercializa frango com México, China e Chile, países que anunciaram medidas contra produtos avícolas brasileiros nesta terça-feira (20).
A decisão dos mercados internacionais tem alcances diferentes, pois o México suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto China e Chile restringiram a entrada de produtos provenientes de Santa Catarina, após a confirmação do caso pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em um estabelecimento comercial de criação de perus localizado no município de Nova Itaberaba.
No caso da China, o governo brasileiro negociou para limitar o embargo ao território catarinense, evitando que a medida atingisse as exportações dos demais estados, segundo as informações divulgadas sobre as tratativas comerciais.
Embora não haja impacto comercial direto sobre a avicultura capixaba, a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) acompanha os desdobramentos do episódio e seus possíveis reflexos sobre a cadeia produtiva nacional, conforme informou o diretor executivo da entidade, Nélio Hand.
Avicultores devem manter medidas sanitárias
A orientação aos produtores capixabas é manter o controle rigoroso da biossegurança nas granjas, com restrição de acesso às propriedades, higienização e desinfecção de instalações, equipamentos e veículos, além do cumprimento dos protocolos sanitários.
Outro cuidado recomendado é evitar o contato entre aves de produção e aves silvestres, que podem contribuir para a disseminação de agentes causadores de doenças, enquanto a prevenção depende da atuação conjunta dos produtores e das autoridades sanitárias.
Hand ressaltou que a proteção dos plantéis exige vigilância permanente em todas as etapas da produção, destacando que “a prevenção sanitária exige atenção contínua de todos os elos da produção”, conforme declaração divulgada pela associação.
Por: Folha Vitória
