A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã perdeu intensidade nas últimas horas, enquanto esforços diplomáticos tentam impedir o agravamento do conflito no Oriente Médio.

Segundo uma autoridade americana, Washington tem alternado ações militares com períodos de pausa para abrir espaço às negociações e evitar uma escalada das hostilidades.

Apesar da redução dos bombardeios, militares dos Estados Unidos seguem preparados para uma eventual retomada das operações, e o porta-aviões USS Abraham Lincoln, posicionado no Mar Arábico, manteve exercícios com caças e armamentos para responder rapidamente, caso seja necessário.

A sequência de confrontos começou na terça-feira (07), quando o Irã atingiu três embarcações comerciais em águas territoriais de Omã, nas proximidades do Estreito de Ormuz, episódio classificado por autoridades americanas como uma violação do entendimento firmado entre os dois países.

Em resposta, o governo dos Estados Unidos restabeleceu sanções sobre as exportações de petróleo iraniano, medida que contribuiu para a alta superior a 5% no preço do petróleo Brent e encerrou uma das principais concessões feitas durante as negociações anteriores.

Na sequência, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou ataques contra alvos iranianos em retaliação às ações contra os navios comerciais, enquanto a imprensa estatal do Irã relatou que moradores da cidade costeira de Sirik ficaram feridos por destroços de projéteis.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, interrompeu sua agenda no Iraque e retornou ao Irã após o início dos ataques, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do país condenou a retomada das sanções americanas e afirmou que a medida desrespeita o memorando firmado entre os dois governos.

Por: CNN Brasil