Estátua de Trump nu e coberto de ouro é exibida no Parlamento Europeu
Obra “A Peste Laranja”, do artista Jens Galschiøt, mostra o presidente dos EUA sentado sobre as costas de um homem e segurando uma balança da Justiça
Uma escultura satírica que representa Donald Trump nu, coberto por folhas de ouro e sentado sobre as costas de um homem, foi apresentada nesta terça-feira (06) no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França.
Batizada de “A Peste Laranja”, a obra foi criada pelo artista dinamarquês Jens Galschiøt, tem 2,6 metros de altura e é feita de cobre revestido com folhas de ouro de 23 quilates.
Na representação, Trump aparece sentado sobre um homem de aparência frágil, com os olhos fechados e segurando uma balança, enquanto um taco de golfe e uma bola em formato de globo terrestre aparecem ao lado da figura.
A base da escultura traz um totem preto com o título da obra e uma mensagem atribuída à representação de Trump, na qual o personagem afirma estar sobre as costas de um homem que afunda sob seu peso e diz que faria qualquer coisa para ajudá-lo, exceto sair de suas costas.
Segundo Galschiøt, a obra é uma manifestação contra Trump e contra o que o artista considera ataques à transição para uma economia verde e à ordem internacional baseada em regras.
“Trump representa uma das maiores ameaças à ordem mundial baseada em regras, aos valores democráticos e ao nosso esforço conjunto para enfrentar a crise climática”, afirmou o artista ao apresentar a escultura.
A obra também faz referência ao conto “A Roupa Nova do Rei”, do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, no qual um governante vaidoso acredita estar usando roupas luxuosas enquanto desfila nu diante da população.
Na interpretação de Galschiøt, o revestimento dourado representa a concentração de riqueza, privilégios e poder em torno de Trump e de seu círculo próximo, enquanto a nudez faz referência à farsa exposta no conto de Andersen.
A escultura deve permanecer em um dos corredores do Parlamento Europeu até quinta-feira (08), segundo informações da Deutsche Welle.
Por: CNN Brasil
