Os Estados Unidos enviaram 10 caças F-35 para Porto Rico, reforçando sua presença militar no Caribe e intensificando a tensão com a Venezuela. A operação, conduzida pelo governo de Donald Trump, faz parte de uma série de ações contra cartéis de drogas na região. Além dos caças, há 4 mil fuzileiros navais e marinheiros, sete navios de guerra e um submarino nuclear no local.

O envio ocorre após um ataque americano a um cargueiro venezuelano, que resultou na morte de 11 pessoas. Washington afirma que a embarcação transportava drogas; Maduro negou e classificou a ação como ameaça à paz regional. Como retaliação, aviões militares venezuelanos sobrevoaram navios americanos em águas internacionais, medida considerada “altamente provocativa” pelo Departamento de Defesa dos EUA.

No Salão Oval, Trump reforçou que o Exército americano tem autorização para derrubar aviões caso haja risco, e afirmou que a Casa Branca mantém foco no combate às drogas, mas alega não buscar mudança de regime na Venezuela. O presidente venezuelano, por sua vez, acusou os EUA de tentar derrubá-lo e instaurar um governo marionete em Caracas para controlar as reservas de petróleo do país.

Em resposta às ameaças, a Venezuela também começou a treinar milicianos, considerados o “braço-direito” do Exército, totalizando oito milhões de voluntários armados e preparados para complementar as forças militares. Segundo o governo americano, o objetivo é o combate aos cartéis de drogas, que pode evoluir para bloqueios e ataques regulares na região.

Por: Capixaba Hoje