O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA deportou quase 200 mil pessoas nos primeiros sete meses do segundo mandato de Donald Trump, segundo um alto funcionário da Segurança Interna (DHS). Esse número coloca a agência federal no caminho para alcançar a maior taxa de deportações em pelo menos uma década, embora ainda abaixo da meta declarada pelo governo.

O total de deportações desde janeiro soma aproximadamente 350 mil pessoas, incluindo ações do ICE (Immigration and Customs Enforcement), do CBP (Customs and Border Protection) e da Guarda Costeira, além de casos de autodeportação.

O CBP registrou mais de 132 mil deportações este ano e mais de 17 mil autodeportações, enquanto o ICE é responsável pela maior parte das remoções. Antes da posse de Trump, entre outubro de 2024 e dezembro, o ICE havia registrado cerca de 71 mil deportações, o que projeta um total superior a 300 mil para o ano fiscal de 2025, que termina em 30 de setembro.

Segundo o funcionário do DHS, “diante de um número histórico de liminares de juízes ativistas, o ICE, o CBP e a Guarda Costeira dos EUA fizeram progressos históricos para cumprir a promessa de Trump de prender e deportar imigrantes ilegais que invadiram nosso país”. Ele acrescentou que “os imigrantes ilegais estão ouvindo nossa mensagem para partirem agora ou enfrentarem as consequências”.

Apesar do aumento nas deportações, altos funcionários continuam frustrados com a meta da Casa Branca, que prevê 3 mil prisões diárias, enquanto atualmente o número oscila entre 1 e 2 mil. A promessa de Trump era alcançar um milhão de deportações por ano.

Para reforçar as operações, o ICE receberá quase US$ 75 bilhões até 2029, sendo US$ 45 bilhões destinados a aumentar a capacidade dos centros de detenção e cerca de US$ 30 bilhões voltados à aplicação da lei e remoção de imigrantes.

O DHS também tem investido em campanhas para incentivar a saída voluntária de imigrantes, incluindo publicidade multimilionária e incentivos financeiros. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, elogiou o presidente durante reunião de gabinete na Casa Branca, destacando a “mensagem forte” do governo sobre imigração.

Por: CNN Brasil