REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE| COM AGÊNCIAS
O conflito militar entre Israel, Estados Unidos e Irã chega hoje ao seu sexto dia com uma escalada que faz o mundo prender o fôlego. Após o bombardeio conjunto que atingiu Teerã no início da semana, o cenário nesta quinta-feira é de retaliação e incerteza. O governo iraniano declarou controle total sobre o Estreito de Ormuz, paralisando o fluxo de 20% do petróleo mundial e enviando ondas de choque para as bombas de combustível aqui no Espírito Santo.
Combustíveis e logística: o impacto no bolso do capixaba
Nas primeiras horas de hoje, o barril do tipo Brent voltou a subir, operando acima dos US$ 83. Para o mercado brasileiro, o efeito foi imediato no câmbio: o dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,24, impulsionado pela busca de investidores por ativos seguros.
Especialistas do setor logístico capixaba alertam que a manutenção desse cenário por mais de 15 dias tornará insustentável segurar o preço do diesel. Com o frete mais caro, a preocupação recai sobre o abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros que chegam à Ceasa-ES e o escoamento de rochas ornamentais no sul do estado.
Resumo dos últimos acontecimentos (05/03/2026):
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Ataques em Teerã: Israel lançou nova onda de mísseis contra infraestruturas iranianas nesta manhã.
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Guerra Marítima: O Irã afirmou ter atingido um petroleiro americano no Golfo e mantém o bloqueio em Ormuz.
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Crise Aérea: Voos para o Oriente Médio seguem suspensos; o espaço aéreo na região permanece fechado para companhias internacionais.
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Posicionamento do Brasil: O governo federal monitora a volatilidade e tenta evitar repasses imediatos pela Petrobras para não pressionar a inflação.
A Fecomércio-ES já manifestou preocupação com o encarecimento da cadeia de suprimentos. “O Espírito Santo, como estado exportador e produtor de petróleo, está no centro desse furacão econômico”, afirmou a entidade em nota.