A inteligência artificial deixou os celulares mais difíceis de consertar, segundo o Grupo PLL. A empresa especializada em manutenção de dispositivos móveis afirma que a integração crescente entre hardware e software aumentou a complexidade dos diagnósticos, reparos e validações técnicas dos aparelhos.
A atual geração de smartphones apresenta funções mais avançadas e um nível maior de integração entre componentes. Com isso, profissionais de assistência técnica precisam lidar com processos mais complexos para identificar falhas e garantir que os sistemas continuem funcionando corretamente após a substituição de peças.
Segundo a empresa, esse cenário também impacta o tempo de manutenção e os custos operacionais. A tecnologia inteligente influencia tanto os diagnósticos quanto as etapas de validação dos dispositivos após os reparos.
O tema reforça as discussões sobre direito ao reparo e obsolescência no Brasil. Propostas em debate buscam ampliar a vida útil dos eletrônicos e facilitar o acesso dos consumidores à manutenção, em um momento em que os smartphones concentram cada vez mais funções do dia a dia.
Lucas Linhares, sócio-fundador e porta-voz do Grupo PLL, comentou a visão da companhia sobre o assunto. Segundo ele, o reparo qualificado se tornou um elo fundamental entre inovação e durabilidade. A empresa atende fabricantes e seguradoras e mantém um centro próprio de reparos em São Paulo com capacidade para 24 mil ordens mensais.
Por: Canaltech


