O ranking das escolas com melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) no Espírito Santo ganhou uma nova líder em 2025. Divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quarta-feira (5), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) colocou a Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral (EMEIEFTI) Ângelo Bravin, de Marilândia, na primeira posição estadual, com nota 9,7.

Na edição anterior do indicador, divulgada em 2023, a liderança era da Escola Municipal Anedina Bretas Corrêa, de Mantenópolis. A mudança no topo do ranking foi acompanhada por uma distribuição das melhores notas entre escolas de diferentes regiões do Estado.

A segunda colocação ficou com a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Gustavo Ambrust, de Alto Rio Novo, que alcançou nota 9,1. Na sequência aparece a UMEF Professor Ernani Souza, de Vila Velha, com índice 9,0, seguida pela EMEIEF Josephir Boschetti, de São Roque do Canaã, com 8,9.

Também figuram entre as dez maiores notas as escolas de Viana, Alegre e Conceição do Castelo. Veja as 20 melhores colocações a seguir.

Predomínio da rede municipal

O levantamento também evidencia o protagonismo das redes municipais nos anos iniciais do ensino fundamental, etapa da educação básica cuja oferta é majoritariamente de responsabilidade dos municípios.

Das 20 escolas mais bem colocadas no Ideb 2025, 17 pertencem às redes municipais. Apenas três unidades estaduais aparecem entre as primeiras posições: a EEEFM José Corrente e a EEEFM Professora Célia Teixeira do Carmo, ambas em Alegre, e a EEEFM Joaquim Caetano de Paiva, em Laranja da Terra.

O que é o Ideb

Criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil.

O índice varia de 0 a 10 e combina dois fatores: o desempenho dos estudantes nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que avaliam conhecimentos em Língua Portuguesa e Matemática, e os indicadores de fluxo escolar, que consideram taxas de aprovação, reprovação e abandono.

Na prática, uma escola precisa apresentar bom desempenho nas avaliações e, ao mesmo tempo, garantir que seus estudantes avancem nas etapas de ensino sem repetência ou evasão para alcançar notas mais elevadas.

Os resultados são divulgados a cada dois anos e servem de referência para o acompanhamento das metas de qualidade da educação estabelecidas para Estados, municípios e escolas.

Por: Nicoly Reis/A Gazeta