
A morte da anciã indígena Djidjuke Karajá, da etnia Karajá da aldeia Hãwalo, foi registrada no Tocantins, no dia 11 de agosto, e deixou familiares, amigos e a comunidade indígena profundamente consternados. Djidjuke ganhou destaque nacional ao se tornar uma das primeiras indígenas brasileiras a estampar uma cédula, figurando no verso da nota de Cr$ 1.000,00, que circulou entre 31 de maio de 1990 e 15 de setembro de 1994, ao lado de Koixaru Karajá.
Reconhecida por sua liderança e sabedoria, Djidjuke era referência na preservação dos saberes da medicina tradicional Karajá. Em nota de pesar, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou que ela “tornou-se um símbolo de orgulho para seu povo e deixa como legado sua forte liderança no cuidado com o povo Karajá”. O Distrito Sanitário Especial Indígena do Araguaia (DSEI) também se pronunciou, destacando que a anciã ajudou inúmeras pessoas da comunidade com seus conhecimentos ancestrais.
Djidjuke deixa uma marca histórica não apenas pela representação na cédula, mas sobretudo pelo compromisso com a cultura e os saberes tradicionais do povo Karajá, transmitindo conhecimento e cuidado às gerações mais jovens.
Por: Terra




