Os líderes dos países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) iniciam, nesta terça-feira (7), a cúpula da aliança em Ancara, na Turquia.

O encontro, que segue até quarta-feira (8), ocorre em meio a tensões entre os EUA e aliados europeus e tem como principais temas a guerra na Ucrânia, a segurança no Estreito de Ormuz e o fortalecimento da capacidade militar da Europa.

A reunião acontece após meses de atritos entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes europeus, principalmente por divergências relacionadas à condução do conflito com o Irã e à pressão americana para que os aliados ampliem seus investimentos em defesa.

Segundo uma autoridade sênior dos EUA, Washington espera que os líderes discutam a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

“Certamente acredito que o Estreito de Ormuz e a proteção do tráfego marítimo que passa por lá serão assuntos abordados”, afirmou a autoridade.

Além da segurança marítima, a administração Trump pretende reforçar sua cobrança para que os aliados aumentem os gastos militares e reduzam a dependência dos Estados Unidos na defesa coletiva.

Guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia ocupa posição central na agenda da cúpula. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa do encontro e deverá se reunir bilateralmente com Trump.

Na segunda-feira (6), Trump afirmou que uma solução para a guerra está “mais próxima do que as pessoas imaginam” e disse que pretende discutir o conflito durante as reuniões em Ancara.

O encontro entre os dois ocorre após uma nova ofensiva russa contra Kiev, que deixou mais de 20 mortos. No mesmo período, forças ucranianas atacaram com drones a maior refinaria de petróleo da Rússia, localizada na região de Omsk, na Sibéria.

Segundo a Casa Branca, Trump também deverá realizar uma reunião bilateral com o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa.

Europa acelera planos de rearmamento

Em paralelo às discussões da cúpula, países europeus anunciaram avanços em iniciativas para ampliar sua capacidade de defesa.

Reino Unido, Holanda, Finlândia e Polônia informaram que trabalham para criar, até 2027, um mecanismo conjunto de aquisição de equipamentos militares. Já o Canadá deve anunciar um grupo de países fundadores de um banco voltado ao financiamento da renovação das capacidades defensivas dos aliados.