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Lula detalha agenda com Trump na Ásia e prioriza comércio e sanções

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou nesta sexta-feira (24.out.2025) os principais assuntos que pretende tratar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro previsto para domingo (26.out) em Kuala Lumpur, na Malásia, no contexto da 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Entre os temas prioritários estão tarifas comerciais, sanções a autoridades brasileiras e operações militares dos EUA na América Latina.

Em entrevista a jornalistas em Jacarta, Indonésia, Lula afirmou que não há assuntos vetados, mas destacou que o foco principal será o chamado tarifaço imposto por Washington sobre produtos brasileiros. Segundo o presidente, os dados comerciais contradizem os argumentos usados pelos EUA para justificar taxas adicionais de 40% sobre itens do Brasil. “O Brasil tem interesse em recolocar a verdade na mesa, mostrar que os Estados Unidos não são deficitários, portanto não há explicação para a taxação feita ao Brasil”, afirmou.

O governo brasileiro estuda duas estratégias: suspender temporariamente as tarifas enquanto negocia um acordo mais amplo, ou ampliar a lista de produtos isentos, incluindo o café, atualmente sujeito a tarifa de 50%. Lula admitiu que o acordo não será concluído imediatamente, e que cabe aos negociadores definir os próximos passos.

Outro ponto na pauta é a retirada das sanções americanas contra ministros do STF e outras autoridades brasileiras. Lula criticou a inclusão do ministro Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky e reafirmou que “eles não cometeram nenhum erro, estão cumprindo a Constituição do meu país”.

A agenda deve abordar também a atuação dos EUA no Caribe e na Venezuela, com o presidente brasileiro reafirmando que respeitar a soberania nacional é essencial. “Não se pode simplesmente invadir ou combater o narcotráfico em território alheio sem considerar a Constituição e a autodeterminação dos povos”, declarou.

Outro tema que pode entrar nas negociações são os minerais críticos e terras raras, do qual o Brasil detém cerca de 23% das reservas conhecidas. Para coordenar a política sobre o setor, o governo criou o Conselho Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (CNMCE). Lula indicou abertura a discussões sobre cooperação bilateral, afirmando que é possível tratar de “qualquer assunto”, de minerais estratégicos a conflitos internacionais.

Além do encontro com Trump, o presidente terá agenda intensa na Malásia, incluindo bilaterais com Cingapura e Vietnã, participação em fórum empresarial e reunião com empreendedores brasileiros e malaios.

Por: Poder 360

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