Mais dois empregadores do ES entram para 'lista suja' do trabalho escravo
Novos registros são de Linhares e da Serra e envolvem sete trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão
Dois empregadores de Linhares e Serra foram incluídos na atualização da chamada Lista Suja do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na terça-feira (6), elevando para dez o número de registros do Espírito Santo no cadastro.
A lista reúne empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão e mantém os nomes publicados por dois anos após a inclusão.
Em todo o país, a atualização acrescentou 82 empregadores, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, em casos que envolvem 553 trabalhadores.
Casos no Espírito Santo
Os dez registros capixabas no cadastro estão relacionados a ocorrências em Linhares, Serra, Rio Bananal, Sooretama, Boa Esperança, Nova Venécia, Vila Valério e Governador Lindenberg, com um total de 84 trabalhadores atingidos.
Em 2026, quatro empregadores do Estado foram incluídos na lista, sendo dois ligados a fazendas em Linhares com cultivo de café e pimenta-do-reino, um responsável por um sítio de cultivo de café em Vila Valério e outro vinculado à manutenção e ao reparo de veículos na Serra.
Como denunciar
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o cadastro busca dar transparência aos resultados administrativos das fiscalizações de combate ao trabalho análogo à escravidão.
Denúncias podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, plataforma do governo federal destinada ao recebimento de informações sobre possíveis casos de trabalho escravo.
Por: A Gazeta
