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Perda de olfato pode indicar risco de doença cardíaca, aponta estudo

A perda de olfato, muitas vezes associada à Covid-19, gripes ou outras condições que afetam as vias nasais, pode também ser um sinal de alerta para doenças cardíacas, segundo um estudo recente publicado...
20/08/2026 07h52
Perda de olfato pode indicar risco de doença cardíaca, aponta estudo

A perda de olfato, muitas vezes associada à Covid-19, gripes ou outras condições que afetam as vias nasais, pode também ser um sinal de alerta para doenças cardíacas, segundo um estudo recente publicado no JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery.

A pesquisa analisou registros de mais de cinco mil adultos com idade média de 75 anos e concluiu que pessoas com olfato comprometido apresentaram duas vezes mais risco de desenvolver doença coronariana nos primeiros quatro anos de acompanhamento. Ao todo, cerca de 300 participantes do estudo desenvolveram a enfermidade durante o período observado.

Os autores explicam que problemas nos vasos sanguíneos podem afetar o funcionamento do nariz, já que a redução do olfato pode estar associada aos primeiros sinais de acúmulo de placas nas artérias, um dos principais fatores que levam à doença coronariana. “As descobertas são preliminares e nossas explicações ainda são especulativas”, observou Honglei Chen, um dos responsáveis pela pesquisa.

Ainda de acordo com o especialista, novos estudos são necessários para compreender com precisão essa relação. A obesidade, a diabetes e a hipertensão continuam sendo as principais causas de morte por doenças cardíacas, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Segundo o grupo Lusíadas Saúde, a doença coronariana ocorre quando placas de aterosclerose se formam nas artérias coronárias, dificultando a passagem do sangue. O risco aumenta quando os fatores de risco não são controlados, o que pode levar à oclusão súbita dos vasos sanguíneos e a um infarto agudo do miocárdio.

Além disso, estudos recentes indicam que a perda de olfato pode estar associada também a distúrbios neurológicos, como o Alzheimer. Uma pesquisa publicada no Journal of Alzheimer’s Disease mostrou que variações rápidas na pressão arterial podem estar ligadas à diminuição da capacidade cerebral, um sinal precoce da doença. “Mesmo quando a pressão arterial média é normal, a instabilidade de um batimento para o outro pode causar estresse no cérebro”, explicou Daniel Nation, autor do estudo.

Palavras-chave: perda de olfato, doença cardíaca, doença coronariana, aterosclerose, estudo científico, saúde cardiovascular, Alzheimer, pressão arterial, Honglei Chen, Daniel Nation, JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery.

Por: Notícias ao Minuto Brasil

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