A vitória celebra a turnê histórica dos irmãos baianos e reafirma a soberania da canção brasileira no cenário internacional.
DA REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE
O mundo se rendeu, mais uma vez, à genialidade de Santo Amaro da Purificação. Na noite deste domingo (1º), os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia escreveram mais um capítulo de ouro na história da música brasileira ao vencerem o Grammy Awards 2026. O álbum “Caetano e Bethânia Ao Vivo” levou a estatueta na categoria de Melhor Álbum de Música Global, em cerimônia realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O disco premiado é o registro fiel da turnê que parou o Brasil nos últimos meses, arrastando multidões por diversas capitais. No repertório, clássicos que já fazem parte da nossa alma, como “Reconvexo” e “Vaca Profana”, além de surpresas como a releitura de “Fé”, composição da cantora Iza que ganhou novos ares nas vozes dos ícones.
Um prêmio com sabor de história
Para Maria Bethânia, a vitória tem um peso especial: é o seu primeiro Grammy, uma consagração internacional que coroa décadas de uma carreira impecável e mística. Já para Caetano, o “leãozinho” da MPB, este é o terceiro troféu da academia — ele já havia vencido com “Livro” (1998) e “João Voz e Violão” (2000).
Nas redes sociais, os irmãos não esconderam a felicidade. “Que alegria em vencermos juntos! O nosso muito obrigado a todos que ouviram o disco, foram aos shows e compartilharam desta história conosco”, celebraram.
Reconhecimento nacional
Até o Palácio do Planalto se manifestou. O presidente Lula usou suas redes para parabenizar os artistas, classificando-os como “dois gigantes da nossa arte”.
A conquista de Caetano e Bethânia não é apenas um prêmio de prateleira; é o reconhecimento de que a música popular brasileira, com sua mistura única de sofisticação e popularidade, continua sendo um dos nossos maiores produtos de exportação.
Para nós, aqui do Norte do Espírito Santo, fica o orgulho de ver a cultura do nosso estado vizinho, a Bahia, que tanto nos influencia, brilhar no topo do mundo. Como diz o ditado, “quem tem brilho próprio, não fica no escuro”, e esses dois iluminaram a noite de Los Angeles.
