Renato critica número de estrangeiros no Grêmio e cita Amuzu: 'Não fala português'
Treinador comenta dificuldades de comunicação após empate no Gre-Nal
O técnico Renato Gaúcho apontou a quantidade de jogadores estrangeiros no Grêmio como um dos fatores que dificultam o trabalho da comissão técnica em meio à luta do clube para sair da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
A declaração foi feita após o empate por 1 a 1 com o Internacional, neste domingo (11), pela Série A, resultado que manteve o Grêmio na 18ª colocação.
Na entrevista coletiva, Renato relatou dificuldades de comunicação entre atletas de diferentes nacionalidades e afirmou que a adaptação ao futebol brasileiro pode levar meses.
“Você tem dois, três, um cara falando uma língua, chega no outro canto, três, quatro, falando uma língua, chega no outro canto, quatro, cinco, falando uma língua. Até os caras se entenderem, meu amigo…”, disse o treinador.
Renato questiona contratações de estrangeiros
O técnico também criticou a interpretação de que o limite de estrangeiros permitido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve ser usado como referência para contratar atletas de outros países.
Atualmente, os clubes podem relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida no Brasileirão. A regra prevê a redução do limite para oito em 2027 e para cinco em 2030.
O Grêmio tem dez estrangeiros no elenco, além do zagueiro argentino Walter Kannemann, que possui cidadania brasileira.
“Não é porque a CBF liberou X estrangeiros, tem que trazer estrangeiro de tudo que é lado, de qualquer jeito”, afirmou Renato, que defendeu a contratação de jogadores que já estejam adaptados ao futebol brasileiro.
O treinador argumentou que o período de adaptação pode comprometer o rendimento imediato dos reforços e dificultar a integração ao grupo.
Amuzu foi citado como exemplo
Renato mencionou diretamente o atacante Francis Amuzu, ganês-belga que atua pelo Grêmio, para ilustrar as barreiras linguísticas enfrentadas no elenco.
“Ele está aqui há quanto tempo? Um ano e meio, um ano. Ele não fala o português, e aí? Tem que estar sempre o intérprete do lado dele. Você acha que é fácil?”, questionou.
Desde que reassumiu o comando da equipe, no início de setembro, Renato disputou três partidas, todas encerradas em empate.
Ao defender seu trabalho, o treinador afirmou que a responsabilidade pelos resultados não deve recair exclusivamente sobre o técnico e pediu que as cobranças sejam distribuídas entre os envolvidos no desempenho da equipe.
“Todos os problemas, é sempre o treinador. Será que é sempre o treinador mesmo? Será? Vamos dividir essas tarefas”, concluiu.
Por: Lance!
