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Sean “Diddy” Combs cria curso na prisão para tentar reduzir pena

Detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, desde setembro de 2024, o rapper Sean “Diddy” Combs, 55 anos, vem apostando em uma estratégia inusitada para demonstrar reabilitação: criou um...
20/08/2026 10h32
Sean “Diddy” Combs cria curso na prisão para tentar reduzir pena

Detido no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, desde setembro de 2024, o rapper Sean “Diddy” Combs, 55 anos, vem apostando em uma estratégia inusitada para demonstrar reabilitação: criou um programa educacional chamado Free Game With Diddy. O curso de seis semanas foi apresentado à Justiça como parte de seu esforço para obter uma pena mais branda.

Segundo a Rolling Stone, as aulas são voltadas a negócios, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal, mas têm como fio condutor a própria trajetória do artista, da infância humilde ao estrelato como magnata da música e dos negócios. O conteúdo mistura palestras motivacionais, reflexões pessoais e conceitos de autoajuda. Entre os módulos, estão frases de efeito como “Pessoas de sucesso fazem o que pessoas malsucedidas não fazem” e “O tempo não espera por ninguém”.

Os participantes são estimulados a refletir sobre metas, disciplina, ego e persistência. Um dos exercícios principais é a redação sobre como aplicar os aprendizados da vida de Diddy em seus próprios objetivos. Documentos apresentados à Justiça apontam que a avaliação do programa foi “excelente”, com o rapper recebendo nota máxima como tutor.

Testemunhos de detentos também reforçam o impacto das aulas. Um deles relatou que “por causa dessa aula, agora tenho um propósito e algo pelo que esperar todos os dias”, enquanto outro afirmou que Diddy conseguiu aproximar presos de diferentes origens étnicas em um ambiente marcado por divisões.

Combs, fundador da Bad Boy Records e nome central para a ascensão do hip-hop na cultura americana, foi preso em 16 de setembro de 2024, acusado de tráfico sexual. Durante o julgamento, as ex-namoradas Casandra Ventura, conhecida como Cassie, e outra mulher identificada apenas como Jane, contaram que foram coagidas a participar de performances sexuais sob ameaças e violência física.

A defesa reconheceu episódios de agressão, mas negou ligação entre o que classificou como violência doméstica e a participação das mulheres nos chamados “Freak Offs”. Os advogados argumentaram que ambas teriam consentido por estarem em um relacionamento e desejarem agradar o rapper.

Por: CNN Brasil

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