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Sintomas discretos escondem deficiência de potássio

Cãibras recorrentes, dores de cabeça e alterações no batimento cardíaco estão entre os sinais associados à baixa concentração de potássio no organismo, condição...
19/08/2026 23h47
Sintomas discretos escondem deficiência de potássio
Baixos níveis do mineral comprometem funções neuromusculares e cardiovasculares, elevam o risco de AVC e provocam sintomas que vão de cãibras e constipação a alterações mentais e respiratórias. Foto: Getty Images

Cãibras recorrentes, dores de cabeça e alterações no batimento cardíaco estão entre os sinais associados à baixa concentração de potássio no organismo, condição considerada frequente e muitas vezes não identificada em exames de rotina.

Essencial para o funcionamento do sistema nervoso e da musculatura, o mineral atua diretamente na regulação do ritmo cardíaco, no controle da pressão arterial e no equilíbrio de líquidos. A deficiência, quando não corrigida, pode ampliar o risco de complicações cardiovasculares, incluindo o acidente vascular cerebral (AVC).

A dificuldade de diagnóstico está relacionada à forma como os sintomas se manifestam. Em muitos casos, os sinais são leves e inespecíficos. Em entrevista ao Daily Mail, o professor John Young afirmou que o problema tende a passar despercebido porque “raramente é identificado, a menos que os níveis estejam muito baixos ou exista outra condição associada”, como doenças cardíacas ou renais.

Entre os sintomas mais comuns estão cãibras, principalmente nos dedos dos pés, constipação e dor de cabeça. Em quadros mais severos, podem surgir alterações de humor, confusão mental, depressão, palpitações e dificuldades respiratórias, além de problemas gastrointestinais.

A alimentação aparece como principal fator de risco. O consumo frequente de produtos ultraprocessados, aliado ao excesso de sal, contribui para a redução dos níveis do mineral no organismo. Nesse cenário, a ingestão inadequada de alimentos naturais limita a reposição de potássio.

Embora frequentemente associado à banana, o nutriente está presente em maior quantidade em outros alimentos. Uma unidade da fruta fornece cerca de 422 miligramas, enquanto a batata comum pode alcançar aproximadamente 941 miligramas. A batata-doce aparece na sequência, com cerca de 542 miligramas por unidade.

Outras fontes incluem feijão preto, molho de tomate, espinafre, beterraba e melancia, além de opções como atum, edamame, abóbora e iogurte natural. Entre os alimentos com maior concentração, o feijão branco se destaca, com cerca de 1.189 miligramas por xícara.

A ingestão regular desses alimentos é apontada como medida direta para manutenção dos níveis adequados do mineral no organismo.

Fonte: Notícias ao Minuito Brasil

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