
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogerio Schietti Cruz, negou nesta terça-feira (19) o habeas corpus solicitado pela defesa do influenciador digital Hytalo Santos, mantendo a prisão preventiva decretada contra ele. Hytalo foi preso na última sexta-feira (15), quando o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) também rejeitou recurso da defesa e manteve a detenção.
A defesa argumentou que a prisão ocorreu em “tempo recorde” após denúncias divulgadas pelo youtuber Felipe Bressanim (Felca) e que Hytalo não teve direito ao contraditório. Os advogados sustentaram ainda que ele não tinha intenção de fugir, já que não havia restrição para se deslocar da Paraíba a São Paulo, onde foi detido.
O ministro Schietti, no entanto, apontou que a decisão do tribunal paraibano estava fundamentada na gravidade dos crimes investigados, envolvendo a exposição inadequada de crianças e adolescentes e tentativas de destruição de provas. “Não é possível constatar a plausibilidade jurídica do pedido de soltura”, afirmou.
Schietti ressaltou ainda que o regimento do STJ limita a atuação do tribunal em habeas corpus contra decisões liminares de instâncias inferiores, podendo reverter apenas casos de ilegalidade manifesta e intolerável, situação que não se aplicou ao caso.
As investigações contra Hytalo Santos começaram em 2024 pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), após denúncias via Disque 100, e focam na exploração de menores e na “adultização” de crianças e adolescentes em conteúdos online.
Uma das denúncias mais repercutidas foi feita pelo youtuber Felca, cujo vídeo mostra a exposição de jovens como Kamylinha Santos, de 17 anos, que supostamente teria sido exibida em situações sugestivas desde os 12 anos, incluindo filmagens de seu pós-operatório de implante de silicone. O vídeo já ultrapassou 42 milhões de visualizações, atraindo grande atenção pública.
Por: CNN Brasil




