
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) o convite formal ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o recém-anunciado Conselho da Paz, órgão internacional promovido por Washington com foco inicial na crise da Faixa de Gaza. A declaração foi feita em uma coletiva na Casa Branca, durante balanço do primeiro ano do segundo mandato de Trump.
Trump ressaltou em suas falas que tem uma relação pessoal positiva com o líder brasileiro e afirmou que Lula teria “um grande papel” no conselho, chegando a dizer que “gosta dele”. O convite foi entregue oficialmente ao governo brasileiro via embaixada dos EUA, mas até o momento o Palácio do Planalto ainda não confirmou se o presidente aceitará participar do novo organismo.
O Conselho da Paz é parte de uma iniciativa maior criada por Trump para supervisionar a reconstrução de Gaza após anos de conflito intenso. A proposta apresentada pelos Estados Unidos tem gerado controvérsia, em parte porque busca criar um fórum de governança paralelo ao sistema tradicional das Nações Unidas e inclui, segundo rascunhos divulgados, exigências financeiras elevadas para participação permanente.
A posição do governo brasileiro até agora tem sido de cautela. Fontes ligadas ao Itamaraty afirmam que Lula prefere analisar cuidadosamente as implicações geopolíticas e diplomáticas antes de tomar uma decisão definitiva sobre sua participação no conselho. A avaliação envolve tanto questões de soberania quanto a forma como o Brasil quer se posicionar em fóruns multilaterais.
Analistas políticos e especialistas em relações internacionais consultados por veículos nacionais apontam que a oferta de Trump pode representar um dilema diplomático para o Brasil, equilibrando o desejo de influência em fóruns globais com a necessidade de manter uma postura independente diante de conflitos internacionais. A definição de Lula sobre o convite deve sair nos próximos dias ou semanas.
Por Rubens Floriano.