
A direção nacional do União Brasil decidiu, em reunião nesta segunda-feira (08) em Brasília, expulsar o ministro do Turismo, Celso Sabino. A medida foi tomada de forma unânime pela executiva, que analisou a representação aberta contra o ministro após ele permanecer no governo federal mesmo depois de a sigla anunciar o rompimento com o Palácio do Planalto.
O partido confirmou que a decisão referenda o entendimento do Conselho de Ética, que aprovou a desfiliação em 25 de novembro. Desde setembro, o União discute a saída de Sabino, quando orientou todos os filiados que ocupavam cargos no Executivo a deixarem suas funções em até 30 dias, sob risco de caracterização de infidelidade partidária. O ministro, no entanto, permaneceu na pasta. Na ocasião, afirmou ter apresentado sua demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria pedido sua permanência em razão da preparação para a COP30, prevista para Belém.
Com a manutenção no cargo, Sabino foi afastado internamente e passou a responder ao processo disciplinar. Deputado federal licenciado pelo Pará, ele está no segundo mandato e assumiu o Ministério do Turismo em julho de 2023, no lugar de Daniela Carneiro. A expulsão não afeta o mandato na Câmara, e, conforme entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, ele poderá se filiar a outra legenda. O ministro pretende disputar uma vaga ao Senado no próximo ano.
Por: CNN Brasil