
O Vasco fechou um empréstimo de aproximadamente R$ 80 milhões com a Crefisa, operação realizada durante o processo de recuperação judicial do clube e da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O contrato prevê que qualquer mudança no controle societário só poderá ocorrer com o consentimento da instituição financeira, além da análise da Justiça e da Administração Judicial.
Segundo parecer encaminhado à Justiça, o objetivo é garantir fluxo de caixa imediato, mas há exigência de detalhamento sobre o uso dos recursos. A Administração Judicial destacou que 20% da SAF foram oferecidos como garantia, porcentagem ainda sob posse do CRVG, o que torna necessária a aprovação do Conselho Deliberativo, conforme previsto no estatuto.
Entre os compromissos assumidos, o Vasco se comprometeu a não alterar o controle societário até junho de 2026 sem autorização da Crefisa e a repassar relatórios financeiros mensalmente. O contrato estabelece ainda 12 meses de carência, com amortizações trimestrais e prazo total de 36 meses para quitação.
Em entrevista ao portal GE, o vice-presidente jurídico do clube, Felipe Carregal, afirmou que a garantia não reflete o valor de mercado da SAF. Ele explicou que, em operações de risco como essa, “o valor da garantia oferecida sempre supera o montante financiado, considerando os juros e a correção”. O dirigente reforçou que a prática é comum em empresas em recuperação judicial e lembrou que imóveis do clube, como São Januário, já foram oferecidos como garantia em outras ocasiões.
Por: Lance!