Violência nos protestos estudantis na França é inaceitável, diz Macron
Presidente defendeu que problemas sejam tratados "com calma, ordem e respeito tanto pelas pessoas quanto pelo patrimônio"
O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou nesta segunda-feira (12) os atos de violência registrados durante protestos estudantis e pediu que as reivindicações por melhorias na educação sejam discutidas de forma pacífica.
Durante um discurso no Salão do Automóvel de Paris, Macron afirmou que não aceitará que manifestantes aproveitem as mobilizações para incendiar locais, destruir patrimônio ou cometer agressões.
O presidente reconheceu as preocupações dos estudantes com a falta de recursos e de profissionais nas escolas, mas defendeu que as demandas sejam tratadas por meio de diálogo e respeito.
Macron também citou medidas adotadas durante seu primeiro mandato para reduzir a falta de professores, afirmando que o governo diminuiu significativamente o número de vagas docentes que permaneciam sem preenchimento por longos períodos.
Protestos se espalham pelo país
As manifestações começaram em 21 de setembro, em uma escola de ensino médio nos arredores de Paris, onde estudantes se juntaram a professores para protestar contra a falta de funcionários e de recursos.
Mesmo após o envio de profissionais adicionais à unidade que iniciou o movimento, os protestos se espalharam por outras escolas e cidades francesas.
Centenas de instituições de ensino foram fechadas ou sofreram interrupções, enquanto confrontos deixaram estudantes, professores e policiais feridos.
Segundo as informações divulgadas pela CNN Brasil, mais de 5 mil pessoas haviam sido detidas durante as manifestações, a maioria menores de idade sem antecedentes criminais.
Os protestos também foram marcados por episódios graves, incluindo o caso de um estudante que perdeu uma das mãos após, segundo relatos, pegar uma granada, e outro que perdeu a visão de um olho.
Falta de estrutura está entre as reclamações
As reivindicações envolvem a escassez de professores, salas de aula lotadas e falta de equipamentos e recursos nas escolas públicas.
Dados citados pela CNN Brasil apontam que as escolas de ensino médio francesas tinham menos professores do que em 2008, apesar de contar com cerca de 250 mil alunos a mais.
No setor público, 70% das salas de aula teriam mais de 30 estudantes.
A resposta das autoridades também é alvo de críticas, especialmente pela atuação policial durante as mobilizações e pela prioridade dada a medidas de segurança em vez de negociações com os manifestantes.
Uma nova mobilização nacional estava prevista para esta terça-feira (13), com a expectativa de participação de milhares de pessoas.
Por: CNN Brasil
