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Haddad diz que é cedo para dizer se guerra no Irã vai impactar Selic

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Paulo Pinto/Agência Brasil

 

REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE | Renato Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (3) que é muito cedo para falar em uma reversão do ciclo de cortes da Selic, a taxa básica de juros, em decorrência do conflito no Oriente Médio. A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao quarto dia.ebcebc

O comentário de Fernando Haddad foi feito durante a participação no programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

“Eu não vejo nesse momento, tudo é uma questão de momento, nós estamos falando de hoje, a gente não sabe como é que esse conflito vai acontecer, como é que as coisas vão se suceder. Mas assim, é muito cedo para falar de uma reversão do que está mais ou menos contratado, que é um ciclo de cortes.”

Fernando Haddad explicou que conflitos dessa escala sempre afetam as expectativas e que o governo precisa se preparar para qualquer cenário.

“Conflitos dessa escala sempre afetam as variáveis, sobretudo as expectativas futuras. Você mexe na moeda, você mexe na taxa de juros, essas coisas mudam com base na gravidade dos acontecimentos. E a reação iraniana foi maior do que a esperada. Agora nós não sabemos hoje, pelo menos aqui internamente, nós não temos ainda dimensão do quanto isso pode escalar.”

O ministro afirmou que o Brasil é grande, autônomo e um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

“O Brasil não depende de petróleo, o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Então nós temos reservas cambiais, em termos de dívida externa é importante que nós não devemos em moeda forte, nós somos credores líquidos internacionais. Nós temos energia limpa.”

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, o patamar mais alto em 20 anos. O mercado financeiro reduziu mais uma vez, nesta segunda-feira (2), a projeção para a taxa básica de juros neste ano. Segundo o boletim Focus do Banco Central, a taxa Selic deve cair para 12% ao ano até o fim de 2026.

Há expectativa de que as reduções comecem na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 17 e 18 deste mês.

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