Pelo menos 12 pessoas morreram ao tentarem fugir de um incêndio florestal no sul da Espanha e 23 estavam desaparecidas, enquanto os bombeiros ainda trabalhavam, nesta sexta-feira (10), para controlar um dos incêndios mais mortais já registrados no país.

Entre as vítimas estava um espanhol; o restante parecia ser composto por estrangeiros que ignoraram as instruções de ficarem em lugares seguros e, em vez disso, tentaram fugir de carro enquanto as chamas se espalhavam rapidamente por uma área arborizada nos arredores da cidade de Los Gallardos, na província de Almería, disse Antonio Sanz, chefe de emergências da região da Andaluzia.

A região é um destino turístico popular e abriga muitos estrangeiros, especialmente franceses, britânicos e belgas.

Quatro pessoas, que pareciam ser britânicas porque o volante do carro estava do lado direito, morreram dentro de um veículo, disse ele. Outras sete foram encontradas mortas após aparentemente terem abandonado seus carros e tentado escapar a pé por uma rota que não fazia parte do plano de retirada.

“As consequências foram terríveis. Tudo parece indicar que, no caso das vítimas fatais, a maioria — ou quase todas elas — são cidadãos estrangeiros”, afirmou Sanz.

Juan Manuel Moreno, chefe do governo regional da Andaluzia, informou que 23 pessoas estavam desaparecidas, algumas delas provavelmente praticantes de caminhada. Equipes de resgate encontraram vários bastões de caminhada no local.

“Acredito que foram pegos de surpresa na mata. Quando ocorre um incêndio repentino… Não se sabe como sair”, disse Moreno.

As circunstâncias se assemelham às ocorridas no vizinho Portugal em junho de 2017, quando um enorme incêndio florestal durante uma onda de calor matou mais de 60 pessoas e feriu dezenas de outras, com metade das vítimas morrendo queimadas em seus carros enquanto tentavam fugir.

Uma série de ondas de calor no início do verão deixou grandes partes da Espanha ressecadas e vulneráveis a qualquer faísca, provocando um início precoce da temporada de incêndios florestais.

Até agora, neste ano, cerca de 57.000 hectares foram queimados, o que representa cerca de metade da média anual das últimas duas décadas e 40% de toda a área queimada na União Europeia, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.

Por: CNN Brasil