Um fóssil encontrado no Zimbábue levou cientistas à descoberta de uma nova espécie de dinossauro que viveu há cerca de 210 milhões de anos. Batizado de Musango matusadonaensis, esse é o quinto animal já identificado no país. O estudo foi publicado na terça-feira (28) na revista Journal of Systematic Palaeontology.

Os restos foram encontrados em 2018 às margens do lago Kariba, no norte do país. Mesmo sem encontrar o crânio, os pesquisadores conseguiram identificar partes da coluna, costelas, braços, pernas e pés, tornando-se um dos fósseis mais completos desse período já descobertos no Zimbábue.

Foi estimado que o animal media cerca de 4,5 metros de comprimento e pesava aproximadamente 222 quilos, peso semelhante ao de um porco adulto. Diferente dos grandes dinossauros de pescoço comprido que apareceriam milhões de anos depois, o Musango tinha um corpo mais leve e caminhava sobre duas patas.

A análise dos ossos mostrou que o animal tinha cerca de oito anos quando morreu e já estava quase totalmente desenvolvido. Os fósseis também apresentam sinais de que ele sobreviveu a um ferimento grave ou a uma infecção antes de morrer.

A descoberta também muda a forma como os cientistas enxergam a fauna pré-histórica do sul da África. Até pouco tempo, a ideia era que os dinossauros da região fossem muito parecidos entre si. Agora, o estudo indica que diferentes ecossistemas abrigavam espécies distintas durante o período Triássico.

Como o crânio não foi preservado, ainda não foi possível confirmar exatamente qual era a alimentação do Musango matusadonaensis. A principal hipótese é que ele fosse herbívoro, alimentando-se principalmente de plantas.

Para a equipe responsável pelo estudo, a descoberta reforça que ainda há muito a ser encontrado na região. Segundo os cientistas, os fósseis já descobertos podem representar apenas uma pequena parte da diversidade de dinossauros que viveu no antigo supercontinente Gondwana.

Por: R7