
REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE
O tabuleiro político brasileiro para a sucessão presidencial de 2026 apresenta, nesta terça-feira, um redesenho significativo após o anúncio de desistências importantes e a consolidação de nomes que tentam romper a polarização. Com o encerramento da janela partidária e o prazo final para regularização de títulos se aproximando em maio, os partidos aceleram as definições de suas chapas.
1 As principais pré-candidaturas no cenário atual
Abaixo, os nomes que figuram como os principais articuladores da disputa:
-
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): O atual presidente é o candidato natural à reeleição. Sua estratégia foca na estabilidade econômica e no lançamento de novos pacotes de infraestrutura.
-
Flávio Bolsonaro (PL): Consolidado como o principal herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador lidera as intenções de voto no campo da direita e tem buscado unificar o PL em torno de seu nome, aparecendo em empate técnico com Lula em projeções de segundo turno.
-
Tarcísio de Freitas (Republicanos): O governador de São Paulo mantém uma postura cautelosa, focando na gestão estadual, mas é visto como o “plano A” de setores moderados e do mercado financeiro.
-
Ronaldo Caiado (PSD): Com a recente desistência de Ratinho Júnior (PSD), que optou por concluir seu mandato no Paraná, Caiado tornou-se o favorito dentro do PSD de Gilberto Kassab. O governador de Goiás pauta sua pré-candidatura na segurança pública e no agronegócio.
-
Romeu Zema (Novo): O governador mineiro já oficializou sua intenção de disputa e avalia coligações com legendas de maior capilaridade para garantir tempo de TV e recursos de fundo partidário.
-
Ciro Gomes (PSDB): Após migrar para o PSDB, Ciro Gomes mantém seu nome no radar nacional, embora pesquisas recentes mostrem sua força concentrada na disputa pelo governo do Ceará.
2 O impacto da desistência de Ratinho Júnior
A grande movimentação desta semana foi o anúncio oficial do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), de que não disputará a presidência. O martelo foi batido em reuniões internas ontem (23), e o governador deve retornar à vida privada após o fim de seu mandato. Esse movimento libera o PSD para negociar uma cabeça de chapa com maior fôlego nas pesquisas ou buscar uma vice-presidência estratégica em uma frente ampla.
3 Novas regras e o uso de tecnologia
Vale ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aprovou as resoluções que regulamentam o uso de Inteligência Artificial para o pleito deste ano. A norma proíbe o uso de “deepfakes” e exige rótulos claros em qualquer conteúdo sintético, sob pena de cassação do registro de candidatura.
Nota do Editor: As informações acima refletem o quadro partidário e as declarações públicas colhidas até a manhã deste dia 24 de março de 2026. O cenário pode sofrer alterações conforme o avanço das convenções partidárias previstas para o segundo semestre.