Cury declara patrimônio de R$ 242,2 milhões, mas deixa cinco empresas fora da lista entregue ao TSE
Candidato do Avante declarou R$ 242,2 MI. em bens, mas cinco empresas das quais é sócio ficaram fora da declaração apresentada à Justiça Eleitoral.
O presidenciável Augusto Cury (Avante) durante o debate entre candidatos promovido por Bandeirantes, Estadão e pool de veículos Foto: Daniel Teixeira/Estadão
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) deixou de informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua participação em pelo menos cinco empresas das quais é sócio, sendo três sediadas na Flórida, nos Estados Unidos, e duas no Brasil. A informação foi inicialmente divulgada pela Folha de S.Paulo e posteriormente confirmada pelo Estadão.
Cury declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 242,2 milhões, valor que o coloca entre os candidatos mais ricos na disputa presidencial de 2026. Segundo os dados registrados no TSE, o patrimônio inclui participações societárias, aplicações financeiras, imóveis, propriedades rurais e créditos junto a empresas. A declaração oficial totaliza R$ 242.281.162,52.
Entre as empresas que não foram relacionadas na declaração estão a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish, todas registradas na Flórida. Segundo a apuração da Folha, Cury aparece como membro autorizado dessas companhias. Uma delas, ligada ao mercado imobiliário em Orlando, movimentou mais de US$ 13 milhões entre 2014 e 2024.
No Brasil, as empresas que ficaram fora da relação apresentada à Justiça Eleitoral são a Contemplare e a Academia de Pensar e Brincar. A omissão ocorre apesar de Cury ter declarado ao TSE participações societárias em outras sete empresas, entre companhias brasileiras e estrangeiras. A declaração também aponta R$ 54,6 milhões em participações societárias entre os principais componentes de seu patrimônio.
Em nota, a campanha de Augusto Cury afirmou que as participações não informadas são “inexpressivas” em relação ao patrimônio total do candidato e sustentou que os bens foram construídos de forma lícita. A equipe também declarou que eventuais inconsistências serão corrigidas e que pretende apresentar uma retificação à Justiça Eleitoral. Até a manhã de domingo (6), porém, o pedido de alteração ainda não havia sido encaminhado ao TSE, segundo a apuração publicada pela Folha.
Fontes: Folha de S.Paulo e Estadão, com dados da declaração de bens registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

