Tanto nos esportes olímpicos quanto na Fórmula 1, não faltam exemplos de heróis que serviram de inspiração para seus filhos. E, neste Dia dos Pais, o Lance! recorda histórias bem-sucedidas de famílias nas suas respectivas modalidades.
Filipe Ferraz, que dirige o Sada Cruzeiro, tem o filho Rafael na seleção sub-17. A primeira convocação do herdeiro para a seleção, em 2025, foi de muita emoção para o técnico recordista de títulos pelo time mineiro:
– Eu acho que nunca tive uma sensação tão maravilhosa. Apesar de nunca ter tido essa experiência de estar numa seleção brasileira, seja de categoria de base ou profissional, ver o meu filho realizando isso com apenas 15 anos é muito gratificante. Me emocionei demais, chorei junto com ele, porque acho que o que eu não vivi talvez ele esteja vivendo agora. Para mim, é um momento de saber que os nossos filhos são frutos melhores do que nós – contou o treinador, em entrevista em 2025.
Famílias no cockpit
Na Fórmula-1, duas duplas de pais e filhos conquistaram o título mundial. A primeira foi a família Hill, com o bicampeão Graham , em 1962 e 1968, com Damon repetindo a façanha em 1996. Em 1982, Keke Rosberg foi o melhor da temporada, feito repetido pelo filho, Nico, em 2016.

Jos Verstappen não conquistou o título, mas, certamente, o orgulho é enorme pelo tetracampeonato do filho, Max, de 2021 a 2024. Maior vencedor da história da modalidade, o heptacampeão alemão Michael Schumacher teve o filho, Mick, também correndo na F1, em 2021 e 2022, mas sem sucesso.
Entre os pilotos brasileiros, Nelson Piquet conquistou o tricampeonato, uma inspiração para Nelsinho. Já Felipe Massa é um grande exemplo para o filho, Pipo. Inclusive a dupla já dividiu o mesmo cockpit na Porsche Cup Brasil.
Ouro em família no hipismo
Na história olímpica do Brasil, o ouro do cavaleiro Rodrigo Pessoa, em Atenas, em 2004, foi mais que especial. Afinal, seu pai, Nelson, um dos maiores da modalidade em todos os tempos no país, era seu treinador na época. Aliás, o patriarca foi o principal mentor de Rodrigo.

Por falar em família dourada, o velejador Torben Grael, bicampeão olímpico (em Atlanta 1996 e em Atenas 2004, além de uma prata e dois bronze), é pai de Martine, que também subiu duas vezes ao lugar mais alto do pódio nos Jogos. A primeira foi em 2016, no Rio, e a segunda, em Tóquio, em 2021.

Herdeira de um dos maiores nomes da história do boxe, Muhammad Ali, a americana Laila também fez bonito, conquistando o título mundial supermédio em 2002 e se mantendo invicta nas 24 lutas da carreira. Foram 21 vitórias por nocaute.
No tênis, não são raras as duplas de pais e filhos, como técnicos e jogadores. O norueguês Casper Ruud (14º do mundo) e o americano Ben Shelton (10º), por exemplo, são treinados por Christian e Bryan, respectivamente. O pai de Casper chegou a apenas uma final de ATP, perdendo o título de Bastad, na Suécia, de 1995, para o brasileiro Fernando Meligeni.
Oscar no tênis
Nessa modalidade, nenhum outro pai fez tanto sucesso quanto Richard Williams. Afinal, treinou e levou as filhas Venus e Serena a enfileirar Grand Slams (7 da primeira e 23 da segunda, apenas nas simples). Juntas, também são tricampeãs olímpicas nas duplas, tendo vencido em 2000, 2008 e 2012, entre outros títulos. O filme sobre as irmãs e o pai, ‘King Richard’, rendeu a Will Smith o Oscar de melhor ator em 2022.
No caso das Williams, o pai não foi tenista profissional, ao contrário de outros atletas da modalidade. Mas, por outro lado, foi fundamental para que as filhas brilhassem tanto nas quadras, principalmente por ter sido um visionário, quando as duas ainda eram crianças. E se tornaram duas lendas.

Richard Williams com Serena e Venus no início no tênis (Reprodução)
Por: Lance!


