
A inflação voltou a ganhar força no país em março. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,88% no mês, acima da projeção de analistas, que estimavam alta de 0,77%.
O dado foi divulgado nesta sexta-feira (10/04/2026) pelo IBGE e já reflete os efeitos do conflito no Oriente Médio, que pressionou o preço do petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz.
Com a disparada global dos combustíveis, o grupo Transportes teve alta de 1,64% no mês, com destaque para o aumento de 4,59% na gasolina. Também subiram as passagens aéreas (6,08%) e o diesel (13,90%), ainda que com menor impacto no índice geral.
Alimentação e bebidas também contribuíram para a pressão inflacionária, com avanço de 1,56%. Produtos básicos registraram aumentos expressivos, como o leite longa vida (11,74%) e o tomate (20,31%).
Juntos, os grupos de Transportes e Alimentação responderam por 76% da alta do IPCA no período.
Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,14%, acima dos 3,81% registrados até fevereiro. O resultado se aproxima do teto da meta definida pelo sistema de metas, que é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Apesar da aceleração geral, a inflação de serviços desacelerou no mês, passando de 1,51% em fevereiro para 0,53% em março.
Outro indicador acompanhado pelo mercado, o índice de difusão, que mede o espalhamento das altas de preços, subiu para 67%, ante 61% no mês anterior, indicando maior disseminação da inflação entre os itens analisados.
Diante da pressão nos combustíveis, o governo federal anunciou medidas para conter o avanço do diesel, incluindo subsídios e redução de impostos.
Informações: CNN Brasil