Número de mortos na China após enchente sobe para 31; total passa de 1.300
Cerca de 5.500 pessoas continuam desaparecidas na China e no Nepal
O número de mortos na China devido às inundações e deslizamentos de terra que atingiram uma passagem de fronteira com o Nepal subiu de 21 para 31. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, 531 pessoas ainda estão desaparecidas no lado chinês desde a última quarta-feira (26).
O número de mortos no Nepal chegou a 1.295, segundo boletim desta sexta-feira (4). Com isso, o balanço total é de 1.326 corpos encontrados em nove dias.
Cerca de 5.500 pessoas continuam desaparecidas, considerando o registro dos dois países.
Socorristas tentam encontrar trabalhadores em usinas
O corpo de uma terceira pessoa foi encontrado em um túnel da Usina Hidrelétrica Trishuli 3A, poucas horas depois de dois trabalhadores serem resgatados com vida, informou a Autoridade de Eletricidade do Nepal.
A vítima foi identificada como Binod Pandey.
Suresh Raut, vice-gerente da Autoridade de Eletricidade do Nepal, estava no local quando o corpo foi encontrado. Segundo ele, uma equipe de 11 pessoas, incluindo parentes dos desaparecidos, foi enviada para procurar vítimas nas áreas próximas.
“Depois disso, as buscas e o resgate em Trishuli 3A serão encerrados”, explicou Raut. Ele acrescentou que há “pouca possibilidade de encontrar outras pessoas desaparecidas nesse túnel”.
Trabalhos continuam
O resgate com vida de dois homens de um túnel de uma usina hidrelétrica nas profundezas do Himalaia nepalês, nove dias após o desastre, trouxe esperança ao Nepal.
Mas chegar a outras pessoas que ainda podem estar presas no túnel — e cujo estado de saúde é desconhecido — é um desafio.
O Exército local acredita que outras 40 pessoas ainda estejam dentro do túnel da usina hidrelétrica Trishuli 3A. Não se sabe em que condições elas estão.
Os socorristas estão usando “vários tipos de detectores, detectores térmicos... câmeras de longo alcance, veículos operados remotamente, drones”, afirmou o major-general Anup Jung Thapa, chefe de operações militares, em entrevista à CNN na quinta-feira (3).
Em um dos túneis, há um canal para drenagem de água, onde a profundidade chega a cerca de 26 metros, disse ele.
Na semana passada, a CNN conversou com trabalhadores de uma usina em um túnel próximo. Eles relataram que água, cimento e detritos avançaram pela escuridão quando a enchente atingiu a região. Os trabalhadores disseram ter visto os corpos de colegas sendo arrastados pela correnteza enquanto tentavam desesperadamente chegar à superfície, a mais de 200 metros de distância. A fuga levou seis horas.
A região é extremamente remota e tem conectividade limitada, o que evidencia a dificuldade da operação de resgate para as equipes que trabalham dia e noite para salvar amigos e colegas.
Ao longo desta sexta-feira (4), helicópteros decolaram e pousaram constantemente no quartel de Trishuli.
Nas paredes do lado de fora do quartel, há dezenas de fotos de pessoas desaparecidas, ilustrando o número de pessoas que ainda não foram encontradas.
Por: CNN Brasil

