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Péter Magyar sinaliza reaproximação da Hungria com a União Européia

Péter Magyar, líder do partido conservador pró-europeu Tisza, discursa em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (13), um dia após sua vitória esmagadora nas eleições.
Foto: Átila Kisbenedek/AFP.

Uma mudança no comando político da Hungria ganhou forma após a vitória ampla do oposicionista Péter Magyar nas eleições realizadas neste domingo (12), encerrando um ciclo de 16 anos liderado por Viktor Orbán.

Na primeira coletiva após o resultado, realizada nesta segunda-feira(13), Magyar indicou que pretende reposicionar o país no cenário europeu. A sinalização inclui retomada do diálogo com a União Europeia e revisão de medidas adotadas nos últimos anos que ampliaram o distanciamento entre Budapeste e Bruxelas.

A vitória do líder do partido Partido pelo Respeito e pela Liberdade (Tisza) ocorreu com maioria parlamentar, o que abre espaço para mudanças estruturais. Entre elas, a proposta de alterar a Constituição para limitar mandatos e reconfigurar o funcionamento institucional, com foco na separação de poderes.

Durante a campanha, temas sensíveis foram evitados. Já após o resultado, Magyar adotou um tom mais direto ao tratar de direitos individuais, indicando que a legislação deve garantir liberdade pessoal desde que não haja violação de normas legais.

No campo internacional, a movimentação sugere ajuste de rota. O novo premiê sinalizou disposição para diálogo com a Rússia, inclusive com o presidente Vladimir Putin, ao mesmo tempo em que reforçou a intenção de alinhar o país à estratégia europeia diante da guerra na Ucrânia.

A mudança é observada com atenção por lideranças europeias. O presidente da França, Emmanuel Macron, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estão entre os que fizeram contato com Magyar ainda no domingo (13). A avaliação em Bruxelas é de que o resultado pode reduzir bloqueios políticos impostos pela Hungria dentro do bloco.

Um dos principais pontos de tensão nos últimos anos foi o veto húngaro a medidas de apoio à Ucrânia. Sob Orbán, o país atuou contra iniciativas como o pacote financeiro de cerca de 90 bilhões de euros destinado a Kiev. Com a troca de governo, a expectativa é de que esse posicionamento seja revisto.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que há disposição para cooperação com a nova liderança húngara. Do lado russo, o Kremlin indicou que aguarda definições práticas antes de avaliar o novo cenário.

A agenda interna também deve concentrar mudanças. Magyar afirmou que pretende restabelecer mecanismos institucionais considerados enfraquecidos nos últimos anos, incluindo a independência do Judiciário e a atuação de órgãos de controle.

A posse do novo governo está prevista para maio de 2026.

Informações: Portal Terra

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