
REDAÇÃO | CAPIXABA HOJE COM AGÊNCIAS
O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (23) segundo a agência Reuters, o adiamento por cinco dias de qualquer ataque militar planejado contra usinas de energia e infraestrutura de energia no Irã. A decisão ocorre após o que o republicano classificou como conversas “muito boas e produtivas” com Teerã, buscando uma resolução para as hostilidades no Oriente Médio.
O recuo temporário surge no limite de um ultimato dado por Trump, que vencia às 23h44 GMT desta segunda-feira. O presidente havia ameaçado “obliterar” as centrais elétricas iranianas caso o Estreito de Ormuz, via crucial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, não fosse totalmente reaberto para a navegação internacional.
Resposta do mercado e ameaças regionais
A sinalização diplomática trouxe um alívio imediato aos mercados globais. O preço do barril de petróleo Brent, que chegou a ser negociado próximo de US$ 114, recuou para a casa dos US$ 101 após o anúncio da extensão do prazo. Em paralelo, os principais índices de ações, que operavam em queda devido ao temor de uma escalada, mostraram sinais de recuperação.
A tensão, no entanto, permanece elevada. Antes do adiamento, o Irã havia prometido uma retaliação na mesma moeda:
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Ameaça Irânia: O comando militar de Teerã afirmou que, se suas usinas fossem atingidas, infraestruturas de energia e dessalinização de aliados dos EUA e de Israel no Golfo seriam “alvos legítimos”.
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Riscos Econômicos: Especialistas alertam que um conflito prolongado na região poderia causar um choque energético superior aos das décadas de 1970, afetando severamente a inflação global.

Próximos passos diplomáticos
Trump instruiu o Departamento de Guerra (antigo Departamento de Defesa) a manter a pausa nas operações, condicionada ao sucesso das negociações que devem continuar ao longo da semana. O objetivo declarado da Casa Branca é uma “resolução completa e total” do conflito iniciado no final de fevereiro.
Apesar da trégua de cinco dias, a presença militar na região continua intensa, e o mundo observa se o Estreito de Ormuz será efetivamente liberado sem o uso de força direta.