Alunos de Jaguaré transformam resíduos orgânicos em adubo para horta e jardim
Projeto envolve 130 estudantes e cerca de 115 famílias na separação de resíduos que passam pelo minhocário e retornam ao solo
Restos de alimentos, folhas e outros resíduos orgânicos produzidos na Escola Comunitária Rural Municipal São João Bosco, em Jaguaré, são separados e transformados em composto para uso na própria escola.
O material é levado ao minhocário, onde passa por processos de decomposição acompanhados pelos estudantes durante atividades práticas de Agropecuária.
A rotina começa na cozinha, com a separação dos resíduos gerados no preparo das refeições, e inclui materiais recolhidos pela equipe de limpeza, como folhas e restos de capina.
Os alunos também participam da coleta e seleção durante as aulas realizadas na propriedade agrícola da escola, enquanto famílias e agricultores parceiros fornecem materiais como palha de café, munha de pimenta-do-reino, casca de arroz e outros resíduos.
Do resíduo ao solo
No minhocário, os estudantes acompanham as etapas de decomposição e participam de atividades como irrigação, revolvimento, peneiração e aplicação do composto.
O processo é utilizado nas aulas para abordar temas como fertilidade e conservação do solo, decomposição da matéria orgânica, agricultura e sustentabilidade.
Depois de pronto, o composto é utilizado na horta e no jardim da escola, enquanto parte da produção da horta é destinada à alimentação oferecida aos próprios estudantes.
Atualmente, o projeto envolve 130 alunos distribuídos em seis turmas, cerca de 115 famílias e seis comunidades atendidas pela escola.
Segundo os registros da iniciativa, todo o resíduo orgânico produzido no espaço escolar é destinado à compostagem, com previsão de produção de aproximadamente 2,4 toneladas de composto por ano.
A estimativa considera três ciclos de quatro meses e uma área de aproximadamente 2 mil metros quadrados beneficiada pela utilização do material.
Novo espaço
A iniciativa começou a ser estruturada em 2013, depois que a escola participou de uma Conferência do Meio Ambiente e o Conselho de Escola, junto à equipe de professores, decidiu construir o primeiro minhocário.
O espaço foi destruído durante as obras de reforma e ampliação da escola realizadas entre 2024 e 2025, interrompendo temporariamente o funcionamento do projeto.
Em 2026, um novo minhocário foi construído em uma área considerada mais adequada, com estrutura maior para receber resíduos da cozinha, da limpeza, das atividades agrícolas e das propriedades parceiras.
A escola também passou a utilizar novos recipientes e contêineres para organizar a separação dos materiais desde a origem.
Projeto já recebeu premiações
O trabalho dos estudantes foi apresentado em eventos fora da escola e recebeu o segundo lugar no Prêmio Biguá em 2023.
A iniciativa também ficou em segundo lugar na primeira Feira de Ciências de Jaguaré (FECIJA), realizada posteriormente.
*Com informações da Ascom/PMJ

